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MULHERES PORTUGUESAS ESTÃO A FAZER ACONTECER!

As mulheres portuguesas conduzem os destinos ao assumir a liderança de dois fortes pilares da nossa sociedade: a economia e a próxima geração, os seus filhos. Trabalham fora e assumem funções em bastiões tradicionalmente masculinos. Estão na liderança e no comando, com graça e estilo!

 

Com a taxa de divórcio a aumentar, elas assumem, sozinhas, as rédeas das suas vidas, das suas famílias e do bem-estar de todos. Esta realidade está mais vincada no centro e norte de Portugal, onde são agricultoras, produtoras de vinho, chefes de cozinha e CEO´s de negócios criativos. Alavancam as suas famílias, apoiam-se umas às outras, gerem as fábricas, são engenheiras, arquitetas, advogadas, marketers, designers e, em simultâneo, são mães, avós, filhas, irmãs, amigas, esposas, namoradas e acima de tudo são poderosas e continuam muito bem-dispostas! E sempre com muita graça.

 

Regressada de uma viagem de dois dias ao norte de Portugal, estou desapontada por não ter tido mais tempo para estar com estas mulheres fantásticas que conheci. São uma nova raça. Dinâmicas, educadas, jovens e menos jovens. Decidem ser o seu príncipe encantado. Seguindo os seus corações e paixões, aventuram-se em negócios que fazem crescer a economia e dar uma imagem de marca única a Portugal. Resistem e sobrevivem à crise. Sabem que se não tomarem conta de si ninguém tomará.

 

Neste périplo entre reuniões, via-as a negociar, a definir estratégias, a resolver problemas vários e a tratar dos assuntos de família. Mesmo assim reservam sempre tempo para consolar amigos, voluntariam-se, discutem política, economia e futebol. No fim do dia, ficam ainda mais lindas e têm tempo para ir tomar um copo. Como conseguem? Sabem gerir o tempo, encontrar minutos extra para valorizar a sua comodidade, o seu bem-estar. Usam a sua sabedoria e inteligência emocional. Por isso, são obcecadas pela organização, pelo planeamento, mas nunca perdem a espontaneidade. Colocam as suas máscaras de oxigénio e enfrentam a vida, sempre com graciosidade e capacidade de ajudar outras nessa viagem. Acompanham a vida com alegria e muitos sorrisos.

 

Há um vasto conjunto de leis produzidas desde 1976 que têm contribuído para que a situação social atual das mulheres, em Portugal, seja mais favorável. O facto de mais de 50% das mulheres portuguesas serem ativas em termos de emprego faz com que a percentagem de mulheres que dependem dos homens seja atualmente a mais baixa de sempre. De facto, em comparação com outros países da Europa, Portugal apresenta dos mais elevados números de mulheres empregadas, o que, aparentemente, poderia indiciar um surpreendente indicador de igualdade de oportunidades no mundo do trabalho. No entanto, as mulheres portuguesas vivem, ainda, uma realidade laboral marcada pela sua secundarização, discriminação e segregação no mercado de trabalho continuando, por exemplo, a ser uma minoria nas posições de gestão e praticamente invisíveis na gestão de topo. Continua a existir um baixo nível de participação feminina na composição dos órgãos do poder político, em todos os níveis do poder (parlamentos nacional, europeu e poder local, embora a nível autárquico a sua representação seja um pouco mais significativa), dando origem, consequentemente, a uma fraca representatividade das mulheres nas tomadas de decisão.

 

Esta realidade no feminino não tem, no entanto, ainda um final feliz. Um estudo realizado em 2013 sobre a igualdade entre homens e mulheres, no que se refere à ocupação de postos com poder para tomadas de decisão, revela que a média europeia de mulheres que participam em conselhos de administração executiva é de uma para cada nove homens, sendo a Noruega e a Suécia os países que mais contribuem para equilibrar esta diferença. Refere ainda que as disparidades salariais podem resultar de empregos e setores diferentes. Portugal tem uma das mais baixas participações (7,4%) e é um dos países que contribuem para baixar esta média, revelando um panorama de desigualdade entre os géneros. Um panorama que se torna ainda mais desigual se se considerar que, em 2009, apenas 18 mulheres (4,8%, num universo de 418 administradores executivos) ocupavam posições executivas nas 20 maiores empresas que compõem o principal índice bolsista português, o PSI-20.

 

Para lutar contra este estado de coisas, com o objetivo de alertar consciências, escolhemos precisamente o norte, o Porto, para realizar a International Women Of Wisdom Conference em março de 2016. Este evento celebra o movimento de mulheres a ajudarem mulheres, através de conhecimento, partilha, apoio, formações. Mulheres como mentoras de outras mulheres para as ajudar a criar os seus negócios e oportunidades de negócio. Este ano, pela primeira vez, nos três dias de conferência, haverá um dia dedicado e focado na mulher portuguesa e nos seus interesses. Dar palco, visibilidade e voz ao feminino! Estamos a testemunhar um feminist spring! Os direitos das mulheres estão outra vez na frente de batalha… E não era sem tempo!


Um artigo de opinião de Linda Pereira, EXECUTIVE DIRECTOR CPLEVENTS 

Linda Pereira

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