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O estudo e trabalho com as energias subtis sempre nos acompanhou desde o inicio dos tempos, com períodos de maior e menor interesse. O tema hoje, torna-se mais relevante ainda, pela conjuntura que estamos a atravessar e pela forma como nós humanos nos estamos a relacionar nesta era tecnológica.

 A vida está a ser filtrada através de ecrãs que nos dão a ilusão de proximidade, mas que na realidade nos tornam cada vez mais distantes. Já a quantidade e a velocidade de informação a que acedemos, tornam a nossa atenção cada vez mais superficial. Somos hoje, especialistas em generalidades e discutimos com vigor assuntos, cujas as matérias, nem sequer chegamos a arranhar a superfície.

 Já o toque entre o ser humano, está a perder-se a uma velocidade incrível para ser substituído por emojis simpáticos mas frios, que não criam vinculo, não geram sentimentos, nem emoções. Estamos a caminho de uma geração completamente inerte e telecomandada que apenas tem espasmos de humanidade na descarga animalesca das suas necessidades básicas, se é que me entendem.

 A minha paixão de estudo dos últimos dez anos tem sido o Reiki. E é sobre este método de cura e trabalho com a energia subtil que vos falo hoje e de como entendo ser de vital importância para compensar esta desconexão que temos connosco e com os que nos rodeiam.

 Na aprendizagem e prática do Reiki (correntes espirituais e sistemas à parte), somos levados a praticar o sentir, a praticar a tomada de consciência do corpo, das emoções e dos pensamentos. Quando nos dispomos a estar connosco por uns minutos, mas de forma diferente, sentimos todas a dimensões do nosso corpo, das mais grosseiras às mais subtis. E fazemos isto, utilizando simplesmente o toque, em conjunto com uma atitude de atenção plena ao que está a surgir. Fazemos o denominado: Auto-Reiki, que nada mais é do que o ato de colocar as mãos sobre várias partes do corpo e deixar que a energia flua e se faça perceber no processo. 

 O simples facto de sentar, e com as tuas mãos, perceberes que o teu corpo não termina no limite da tua pele, que existe um campo de energia, que essa energia pode ser trabalhada, moldada, dirigida e usada para reestabelecer o equilíbrio e a paz interior, é numa primeira fase, algo muito intrigante, funciona e não percebes muito bem porquê.

 Gosto de trabalhar a partir desta base, daquilo que cada um sente quando se dispõe a aprender Reiki. Dos exercícios que mais gosto de fazer em formação, são precisamente exercícios de perceção de energia. A cara dos meus alunos é priceless quando eles percebem e sentem, aquilo que sempre esteve lá… a sua própria energia.

 Neste momento desaceleramos e conseguimos por em prática aquele verbo tão difícil hoje em dia que é: RELAXAR. E relaxar é não fazer nada, mas pelos vistos é tão difícil, não ter o corpo tenso e a mente sempre a fabricar pensamentos. Desligar a máquina parece ser das proezas mais difíceis que o Ser Humano parece ter de enfrentar nos nossos dias.

Quando me perguntam o que fazer para começar a meditar, tendenciosamente, aconselho o Reiki, pois a atitude meditativa está sempre presente e penso que é sempre mais fácil começar por perceber algo mais sólido, como o nosso corpo e o corpo do outro, do que atacar diretamente a mente.

Quando fazemos Reiki a outra pessoa, acontece algo fascinante também. Estender a mão e tocar no outro, procurar sentir o que ele está a sentir, é uma mudança radical de perspetiva para todos aqueles que vivem centrados no seu eu e nas suas perceções. Por um instante, por uns minutos, estamos em conexão profunda com o outro e talvez cheguemos mesmo a sentir a sua dor, a sua dificuldade ou a sua ansiedade.

 Colocarmo-nos no lugar do outro ainda que por uns instantes, acredito que seja o primeiro passo para o despertar da compaixão e de uma maior consciência daquilo que nos rodeia. Para além disso sempre que fazemos Reiki a outra pessoa a nossa energia dirige-se de dentro para fora, o eu perde importância e ou outro ganha importância, o ego reduz-se e o coração expande-se. Pode ser só um bocadinho, podem ser só uns minutos até voltarmos à nossa arrogância e estupidez natural. mas naquele momento em que nos esquecemos de nós, fomos melhores e fizemos bem a alguém.

 Acredito que é a partir daqui que tudo pode começar a mudar, com esta pequena revolução interior: Parar, Tocar e Sentir. E isso que é o Reiki para mim e porque penso ser tão importante.

 Ele liga-nos.

 

Rui Moura | KINERGIA

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